Jurei muitas vezes sobre um papel branco escrito e nunca enviado, que nunca comentaria sobre esse "nosso" assunto. Mas, os amigos foram curiosos sobre as "evidências" materiais, no meu orkut .
Êta povo curioso sô!
Êta povo curioso sô!
Realmente aquelas fotos significam algo muito " especial" em minha vida. Não digo aqui , nem sob tortura !
Isso tudo representou e representa mais do que qualquer coisa pra mim, na vida . Representa o fato de ser perpetuada pra sempre, por alguém especial. E que existem alguns finais felizes: mesmo tortos!
"Amor também se perpetua, junto com palavras especiais."
Ele, antes de tudo, era o André, filho caçula de Dona Léia . Sempre foi e será pra mim o "André, primo da Lucinha", amigos de infância. Das lutas de karatê até ser meu "saco de pancadas" preferido! rsrs...
Das brigas por ciúmes, das fofocas que acabavam em lágrimas quentes ...
Das brigas por ciúmes, das fofocas que acabavam em lágrimas quentes ...
Dos picolés de coco e uva nos fins de tarde quente, da bicicleta rosa que depois foi trocada por uma azul...
Dos bilhetes que voavam de lá pra cá ou trazidos pela "Lucinha"...
Das matinês de domingo no (...) Tênis Clube, ao som do que hoje chamamos de "flashback"...
Das matinês de domingo no (...) Tênis Clube, ao som do que hoje chamamos de "flashback"...
Logo depois um pai furioso, uma mãe preocupada, uma descoberta, uma confissão, uma proibição, uma viagem inesperada : sem minha volta por um longo tempo...
Tudo isso passado, marcado, perpetuado em nós dois.
Um dia, o reencontro na casa de amigos em comum. A vida é uma comédia que não permite ensaios; o "destino" nunca fechou seus olhos ... Selou nosso reencontro, depois de 2 anos.
Comentários e risos sobre tudo e seus planos; que logo depois se concretizaram.
O Festival, a "doce e abençoada" ajuda do "Jimmy Cliff "! (Lembrei também...)
- Ah! isso não vai acontecer, fama é pra poucos...( idos de 1988) Você relutava...
O Festival, a "doce e abençoada" ajuda do "Jimmy Cliff "! (Lembrei também...)
- Ah! isso não vai acontecer, fama é pra poucos...( idos de 1988) Você relutava...
- Toma, é seu! ... tem a declaração do meu amor por ti aí, marcada ... guarda! Um dia quem sabe, ele entenda (...) ou isso acaba acontecendo de verdade . Você acredita como eu?
(Você me disse ... e aconteceu! )
(Você me disse ... e aconteceu! )
Ele não quis entender e apesar de tudo, nem aceitar . Seguimos nossos rumos separados. O tempo já havia passado. Nós mudamos! Você perseguiu seus sonhos e eu , os meus. Aparentemente, nossos mundos eram distantes e impossíveis, aquela hora dos acontecimentos.
Como Dante Alighieri declamava seu amor por Beatriz em " A Divina Comédia", a nossa história virou "hit" nacional, sem que nós quisséssemos... rs...
Você venceu e eu chorei de orgulho, de felicidade pelo presente recebido, que se tornava sucesso.
Você venceu e eu chorei de orgulho, de felicidade pelo presente recebido, que se tornava sucesso.
Mas nós não vencemos preconceitos, não vencemos nossos receios e sequer, vencemos nossas distâncias interiores: tão arraigadas em nós!
Hoje, quando nos reencontramos, achamos graça de tudo... Na época doeu muito ! ...
Éramos dois sonhadores querendo marcar nossos espaços no mundo. Você queria me alcançar, pra me merecer. E eu queria que o mundo entendesse que amor é mais do que os olhos do "preconceito" podem ver. O "sangue é vermelho", é igual... A "carne sangra igual "... Isso não nos distinguia. Mas "pesava" nossas diferentes "matizes".
Essa nossa "diferença" pesou nos olhos de todos. Ainda lembro de sua mãe dizendo que eu tinha feito você sofrer. Isso te custou um violão e um coração também partido ... rs. (Aí de onde estiveres, Dona Léia, ele me perdoou!)
Você afogou as mágoas no tempo e no dedilhar de melodias. Me brindou com algo que nenhuma " sombra da maldade" ocultaria : Mesmo depois de tanto tempo.
Fomos alvo da "maldade humana" ; mas ela foi suplantada pelo nosso carinho mútuo e a cumplicidade que sempre existiu ... Ela aplacou com o tempo nossas singelas diferenças.
Éramos dois sonhadores querendo marcar nossos espaços no mundo. Você queria me alcançar, pra me merecer. E eu queria que o mundo entendesse que amor é mais do que os olhos do "preconceito" podem ver. O "sangue é vermelho", é igual... A "carne sangra igual "... Isso não nos distinguia. Mas "pesava" nossas diferentes "matizes".
Essa nossa "diferença" pesou nos olhos de todos. Ainda lembro de sua mãe dizendo que eu tinha feito você sofrer. Isso te custou um violão e um coração também partido ... rs. (Aí de onde estiveres, Dona Léia, ele me perdoou!)
Você afogou as mágoas no tempo e no dedilhar de melodias. Me brindou com algo que nenhuma " sombra da maldade" ocultaria : Mesmo depois de tanto tempo.
Fomos alvo da "maldade humana" ; mas ela foi suplantada pelo nosso carinho mútuo e a cumplicidade que sempre existiu ... Ela aplacou com o tempo nossas singelas diferenças.
Você até hoje me olha com a mesma doçura, reconhecendo a menina de cabelos longos dourados e o mesmo olhar indeciso. Eu reverencio seu talento nato, na sua ainda tão presente timidez ...
Nos reverenciamos mutuamente. E achamos graça de coisas tão antigas, como se fossem recentes.
A nossa vida foi engraçada! Deu uma guinada de 360 graus! ... Você hoje é absoluto no que faz... Eu sigo a minha vida do jeito que sempre gostei, incólume. Longe de tudo que você pertence.
Temos nosso segredo: nosso pacto de silêncio sobre isso. Temos nossa cumplicidade silenciosa.
Temos nosso segredo: nosso pacto de silêncio sobre isso. Temos nossa cumplicidade silenciosa.
Você me liga de aeroportos, no meio da madrugada (dos lugares mais distantes nesse "mundão" de Deus), mostrando que nunca vai existir abismos físicos e emocionais entre nós ! Manda as fotos mais doidas pelo celular pra me divertir, me conta seus mais secretos segredos ...
Ainda reconheço o rapaz sonhador, nesse homem que às vezes, tenho em minha frente : O rapaz que tinha tantos planos pra nós ... E que hoje ainda me conta seus planos e frustrações.
Nossa amizade se fortaleceu apesar da fama, fortuna e distância . Nada atrapalhou nossa sinestesia .
Hoje sentimos falta dos caminhos tortuosos que enfrentamos juntos e em alguns momentos, separados.
Ainda reconheço o rapaz sonhador, nesse homem que às vezes, tenho em minha frente : O rapaz que tinha tantos planos pra nós ... E que hoje ainda me conta seus planos e frustrações.
Nossa amizade se fortaleceu apesar da fama, fortuna e distância . Nada atrapalhou nossa sinestesia .
Hoje sentimos falta dos caminhos tortuosos que enfrentamos juntos e em alguns momentos, separados.
O que "plantamos" na nossa adolescência se perpetuou até os dias de hoje. Niguém muda o nosso jeito de olhar um pro outro. O nosso carinho de anos, a nossa amizade verdadeira que nos une ...
Nossa cumplicidade não se apagou no tempo...
Nossa cumplicidade não se apagou no tempo...
Hoje entendo o que é ser "Ana Júlia"... de "alguém"... rs!
